O trabalho do Detetive Particular

O trabalho do detetive Particular

Do personagem histórico de Sherlock Holmes ao personagem do famoso espião James Bond, o trabalho do Detetive Particular é feito por uma pessoa de carne e osso sem as luzes do cinema e nem as caricaturas de mocinhos e bandidos criados pelos filmes e os livros de ficção policial e de espionagem.  Claro que há muitas ações que vemos nos filmes ou lemos nos livros que são projeções do que acontece no mundo real.

É importante ressaltar que o Detetive Particular não é um espião, pois esse costuma cometer atos que violam as leis, geralmente prestando serviço em agencias governamentais de espionagem ou em organizações não governamentais .

No Brasil a profissão de Detetive Particular é reconhecida pela Lei 13432/17 que estabelece quais são as obrigações, deveres e proibições do profissional.  E em seu artigo segundo declara qual é a natureza do trabalho exercido:

Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se detetive particular o profissional que, habitualmente, por conta própria ou na forma de sociedade civil ou empresarial, planeje e execute coleta de dados e informações de natureza não criminal, com conhecimento técnico e utilizando recursos e meios tecnológicos permitidos, visando ao esclarecimento de assuntos de interesse privado do contratante.

A simples e clara afirmação da lei resume o trabalho do dia a dia do detetive: “planeje e execute coleta de dados e informações”. 

Para obter dados e informações da pessoa investigada o Detetive Particular tem dois campos de atuação: o levantamento de dados e informações através de pesquisas e/ou o monitoramento do investigado passo a passo de acordo com o contratado com o cliente.

O  levantamento de dados de pessoas físicas e jurídicas é feito de diversas formas:  pesquisas na internet e em sistemas especializados, documentos obtidos em cartórios, infiltração de informantes, rastreamento de veículos. E uma das fontes mais importantes de informação é aquela que o próprio cliente fornece sobre a pessoa alvo da investigação.

Porém, a situação mais comum para obter provas e informações é a vigília, ou seja, o Detetive segue pessoalmente o alvo e documenta, através de fotos e filmagens, os lugares e horários onde vai e com quem se encontra. Conhecida como “campana”, a vigilância requer paciência e habilidades do profissional. Seguir pessoas sem perde-las de vista ou ser notado é uma habilidade difícil e requer muita paciência e planejamento.

O planejamento é fator chave em uma investigação. Primeiro, deve-se colher o máximo de informações sobre o investigado. Com os dados obtidos e organizados inicia-se o planejamento da “campana” : ir aos locais que o investigado costuma ir e aos local de onde sai do trabalho ou de casa para avaliar os melhores lugares de posicionamento do carro, do caminho a pé, os melhores equipamentos a serem utilizados, as rotas de saídas e entradas das ruas e avenidas próximas, os horários de vigília e outros fatores que podem influenciar no andamento do trabalho. Após essa avaliação dos locais e posicionamentos, o Detetive Particular dará inicio ao trabalho de vigilância.

Terminado o serviço, o Detetive apresenta ao cliente o relatório da investigação, conforme determina a lei 13432/17:

Art. 9º Ao final do prazo pactuado para a execução dos serviços profissionais, o detetive particular entregará ao contratante ou a seu representante legal, mediante recibo, relatório circunstanciado sobre os dados e informações coletados, que conterá:

I – os procedimentos técnicos adotados;

II – a conclusão em face do resultado dos trabalhos executados e, se for o caso, a indicação das providências legais a adotar;

III – data, identificação completa do detetive particular e sua assinatura.

“Organização, prudência e ação fazem do cotidiano algo bem mais tranquilo, e do futuro algo bem mais compensador.”  C.Robson

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